Eu voltei, não sei se pra ficar
27 fev 2012 1 Comentário
Caro Ronaldo
15 fev 2011 Deixe um comentário
em Crônica Tags:futebol, paixão, vida
Choveram posts, comentários, matérias, reportagens especiais sobre o fenômeno. Muito espaço, muito tempo. Propaganda gratuita da imagem: Ronaldo se aposentou.
O craque não foi, por fim, só um ‘objeto’ corinthiano: ou amado ou odiado. Ele foi a personificação do futebol brasileiro. Era uma associação direta em qualquer país e, principalmente, na imprensa. Ainda é, né.
Não entendo de futebol, mas vi a galera amando ele, mesmo que fossem só partes dele. “Ele é craque. É só colocar a bola no pé dele que é gol”. Deve ser mesmo, foi tão longe, fez tanta coisa e, mesmo com escândalos travestidos, o pessoal ainda amava.
Acho engraçado ele ‘acabar’ no Coringão. Quer coisa mais polêmica? Não é falar mal do Corinthians, muito menos do Ronaldo. Não vou esquematizar aqui a carreira dele, não seria capaz. Também não seria corajosa para colocar o famoso vídeo do joelho de Ronaldo. Já deu, né?
Isto é para constar que hoje eu vi alguém, sinceramente, apaixonado por futebol. O choro, o bico de choro, as lágrimas e as palavras. Tudo demonstrava o amor e a dedicação que ele teve, todo esse tempo. Mesmo indo para o Timão, à ele não foi dedicado o ódio imediato que alguns sentem pelo Corinthians. Ele vai fazer falta para muitos, mas o futebol vai fazer mais falta pra ele.
Santa escrita
09 fev 2011 Deixe um comentário
em Crônica Tags:dia, urubu, vida
Eu estava dolorida e oprimida. Resolvi escrever para sarar. O texto, com ajuda da emoção, fluiu. Ficou coeso, incisivo, porém, adolescente demais.
Era um pensamento quente, imaturo, carnívoro e verdadeiro. Estava ali, à flor da pele.
Escrevi mais, apaguei, mudei ordens, como sempre faço. Fui editando o texto, no qual projetava minha alma.
Li, reli, gostei. Gostei porque falava exatamente, ou claramente, o que eu sentia no momento. O texto foi produzido para chegar a um destinatário, que nunca recebeu.
Tanta formosura e clareza das palavras foram o suficiente para aquietar o coração. Não precisou, desta vez, pagar pelas consequências das palavras ditas e escritas. Se fez branco.
Motor
05 fev 2011 Deixe um comentário
Tem sentimentos que são explosivos, têm uma força motora que se iguala a esportivos de 200, 300 cavalos.
O amor é assim. Mas não esse amorzinho que vai e volta, esse que te deixa com um frio na barriga e que faz você grudar. O amor incondicional é capaz de mudar mundo. Para o bem ou para o mal. O amor de mãe, de pai, de amigos.
Ah, os amigos. Esses são motores pra toda obra. São 4×4, sedan e compactos ao mesmo tempo. Te carregam pra onde forem e pra onde você precisar ir. Claro que, às vezes, ele quebram. Daí, rola uma paradinha, uma troca de pneus e de óleo e tudo volta ao normal. Você entra de novo no carro e já abre a janela para sentir o vento bater na cara, enquanto segue o caminho indefinido.
Já a raiva tem um intensa força motriz. Parece mais um carro de arrancada que percorre 500 metros ou 1 km em 10 segundos. Rápido, né? Intenso.
Da prova de arrancada sempre sai um campeão e um perdedor. Independente, os dois têm que ir para o box, jogar uma água no para-brisa e esfriar o motor.
Lá dentro tem mais
28 jan 2011 Deixe um comentário
Esse negócio de qualificar tudo com valores positivos ou negativos já deu. Isso não existe em comunicação. Pelo menos me disserem que a gente pode ser dar ao luxo de encontrar uma terceira via, mais ou menos ponderada que a outra.
Só que isso não vale para a vida, para o calor da rotina do dia a dia. Neste sempre parece que alguém é mais, e por isso está ganhando, e o outro tá comendo pão que o criado do diabo amassou.
Claro que isso é questão de ponto de vista. Se você fica expondo apenas seus defeitos, baseando qualquer ação nestes trapaceiros, é assim que será classificada: uma grande defeituosa.
Defeitos são trapaceiros sim. Eles andam de mão dada com sua insegurança e trazem no colo a decepção.
Evidenciar meus defeitos é um defeito meu. Só não esqueça de que eu ergo a cabeça e continuo, que minha maior força está escondida dos olhos invejosos e que meus pensamentos não têm projeção hologramática.
A arte do pertencimento
10 jan 2011 1 Comentário
em Crônica Tags:destino, pertencimento, vida
Uma vez minha mãe me disse que ninguém morre de amor. Que as pessoas podiam sofrer o quanto fosse, mas não padeceriam deste mal. Essa frase ecoa na minha cabeça deste então.
Não acho que ela falava de viver sozinho, sem amor algum. Acho que foi só uma frase em um momento em que o apoio era necessário. Ela sabia que as pessoas se apegavam e isso fazia parte da vida. Era inevitável não se apegar. Mas às vezes, as pessoas iam embora e isso podia machucar, mas não era uma ferida mortal.
Tem gente que leva tão a sério de coisa do apego que a transforma numa arte. Repetição, dedicação e foco são uma boa combinação para atingir o estado desta arte.
Se apegar é querer pertencer a um grupo, a uma pessoa, a um lugar, a um livro. É caber confortavelmente.
Eu me apeguei tanto num livro quando eu era mais nova que queria ser a Rita e ser chamada de doce. Queria pertencer àquele cenário fictício, ter sardas e ser morena.
Quem domina a arte de pertencer não tem medo de doar, sabe avaliar quem faz diferença na ordem do dia, porque a cada um deles pertence um pedaço deste artista.
O artista do pertencimento tem consigo pedacinhos de todas as pessoas queridas que já passaram e que ainda estão na sua vida. Digo queridas porque tem gente que passa sem deixar vestígios. Os queridos não, eles até pedacinhos deste artista. É uma conexão invisível, porém forte como a teia de uma tarântula.
Os pedaços das pessoas são soltos involuntariamente. O artista consegue ver isso, e transforma este ato, de dar pedaços, em algo intencional. É o objetivo de vida dele.
Mesmo involuntário, são precisas forças favoráveis. É aquele querer escondido atrás do pulmão, sabe?
Pertencer preenche aquela lacuna que você nem sabia do seria preenchida. Aquele buraco que não foi feito por ninguém, mas algo, ou alguém, conseguiu se encaixar perfeitamente. São as tampas das panelas que a gente encontra nas esquinas.
Eu achei uma música que coube certinho num Grand Canyon que se formou na mineirice do ser.
Achei também uma pessoa que foi capaz de dar todos os pedaços possíveis só pra lacuna se fechar.
Encontrei um livro que me conectou àquilo que mais gosto, que mais sou eu.
Agora, eu tenho mais pertences do que tinha ontem, e menos do que eu queria ter hoje.
Que gene é esse?
30 dez 2010 Deixe um comentário
em Crônica Tags:gene, urubu, vida
É como nadar contra a corrente: quando é fator genético não temos nada a fazer.
Você pode buscar as causas de um problema eternamente, se for genético a explicação é: Maktub.
Tenho os pés e as mãos do meu pai. A cabeça dura também veio dele. Queria muito ter as mãos da minha mãe: eram lindas, gordinhas e leves. Queria ter a cabeça mais leve também.
Da minha mãe acho que vieram… Na verdade, não sei dizer o que herdei dela. Nós não parecemos fisicamente e minha mãe era boa demais então, não acredito que tenha as características psicológicas dela.
Além das partes dele e dela, catei uns pedaços por onde já passei.
Não sei onde fui que ‘peguei’ enxaqueca. Já são cinco anos de uma nada agradável convivência. Ela me dá umas rasteiras monstruosas. Já me tirou de baladas, teatros, festas, aulas. Por ela eu já vi filmes pela metade e já deixei pessoas falando sozinhas no msn. Já fiquei no escuro por horas, só para ver ela passar. Uma vez ela me enganou e eu achei que meu travesseiro era de pedra. Enxaqueca, sua danadinha. Morra!
A mais nova vedete é a gastrite. Ela é a típica mineirinha, come quieto. Nem vi ela chegar. Agora, ela está em todas. É só mudar o tempo, ou o humor, que ela surge das estranhas e dá o ar da sua graça. Tô me acostumando com ela. Só que ela vai ter que aprender a bater na porta, assim como a enxaqueca aprendeu. A culpa não é minha, é da genética.
Inspiração
27 dez 2010 Deixe um comentário
em Crônica Tags:destino, Inspiração, vida
É dificil escrever sem inspiração. Parece que tudo o que você escreve é um grande nada, sem sentido. Quando eu forço um texto imagino que qualquer pessoa, até mesmo um analfabeto funcional, vai olhar aquilo e dizer: pqp, que coisa horrível.
Tá aí o motivo de eu ter ficado tanto tempo longe do blog. Eu simplesmente não sentia vontade de postar nada. Eu tenho um carinho por isso aqui e não ia colocar um merda qualquer só para não deixar uma lacuna de um mês.
Quando a gente não presta atenção em nós mesmos, a gente não vê onde é que tá o problema, onde ficam os medos e alegrias. A gente fica sem saber do que a gente gosta e o que nos inspira. Eu fui sucumbida pela rotina massante, esqueci como era querer escrever, como era precisar disso.
Quem esquece de tudo isso são pessoas que parecem apenas existir, sem objetivo nem fé. Daí, os dias parecem não valer a pena, os momentos não tem mais sentido, as pessoas ficam sem graça e a insatisfação atinge o ápice. Se você tiver sorte, isso vai acontecer só em determinados momentos. Com azar vai ter uma vida cheia de insatisfação e vazia de inspiração.
O ditado quem não sabe o que quer não chega a lugar algum está ultrapassado. Quem não sabe o que quer passa pelo seu “destino” sem ver.
Gente inspirada vê graça no café com leite da manhã: na temperatura ideal e com a mistura do café e do leite na quantidade perfeita. E parece uma grande bola de neve, quanto mais inspirado se está, mais micro objetivos se encontra: a roupa que estava procurando na cor e no tamanho exatos, chegar no ponto de onibus poucos minutos antes dele passar, encontrar aquela fruta que procurava no primeiro mercado que se entra e, claro, ela está linda, madura e suculenta. Parece que a gente recebe mais ligações de pessoas queridas, de gente que nem esperamos. Até a pele e o cabelo ficam mais bonitos.
Inspiração serve para por cor na vida. Senão, a gente fica no p/b até que um dia fica só no p.
Keep Talking
23 dez 2010 Deixe um comentário
Em tempos de guerra o conforto é encontrar alguém que fale por você.
Intensidade
22 dez 2010 Deixe um comentário
em Crônica Tags:intensidade, paixão, vida
Muito força, muita energia, muita coisa. Quem é intenso tem muita, muita coisa dentro de si. A intensidade é irmã da força. Cortes intensas são cores fortes, elas parecem brilhar. Ela também tem laços familiares com a plenitude, com o cheio. Tráfego intenso representa rodovias cheias de carros. Calor intenso: muito calor, calor pra caralho.
Intensidade tem a ver com quantidade. Muita, no caso.
Seres intensos tendem a amar demais, sofrer demais, chorar demais, achar demais, sentir demais, pensar demais, agir demais, gostar demais, olhar demais, pegar demais, fazer demais. São turbilhões de sentimentos, de características. É tanta coisa que eu nem sei nomear.
Eu achava que ser intensa seria uma qualidade minha para o resto da vida. Hoje é uma característica, ainda não se transformou em um defeito. Ainda. Só que anda me trazendo problemas…
Conforme o Facebook, sou a Maria Helena no filme Vicky Cristina Barcelona. O brilho, a explosão, a instabilidade e a paixão fazem dos intensos o que eles são.
Sou a tal escorpiana: apaixonada, emocional, ciumenta, obsessiva e um pouco rancorosa. Louca, né?
Eu não gosto daquilo que não faz sentido. Gosto do que faz muito sentido. O que me atrai é aquilo que tem muito: muita cor, muita felicidade.
Recentemente, esse furacão catrina que ocupa o lugar do meu coração fez o que já era esperado: destruiu o que viu pela frente, virou algo encontrolável, intenso. Doeu.
Dói juntar os pedaços. Muitos pedaços dá mais trabalho ainda. Ser tão intensa não parece mais tão viável. Seria bom que intensidade viesse com um botão de controle, isso iria ajudar muito.
Ao seres intensos: tenham pena de seus míseros corações, propensos a ataques cardíacos, e de suas mentes, sujeitas a distúrbios psicológicos.
São seres incompreendidos. Não fazem por mal, só fazem demais.